sábado, 10 de abril de 2010

Hora de testar realmente nossos conhecimentos....


(UFRGS) Das palavras abaixo, a única que pertence à mesma classe gramatical de "lo" em "lo malo" é:
a) le volví
b) la forraba
c) lo que
d) el trabajo
e) lo tenía

 (UFRGS) De las palabras abajo, la única que ejerce función diferente de las demás es:
a) las posibles
b) los perros
c) la basura
d) lo detecten
e) el suelo

 (UFSM) O vocábulo "protestas" apresenta o mesmo gênero gramatical de:
a) árboles
b) viajes
c) colores
d) puentes
e) cárceles

 La Asociación Médica Estadounidense dijo que: "___ alarma ahora a la población, sobre la obesidad sería gran error por parte ___ Gobierno Estadounidense".
a) una - del
b) un - del
c) una - de lo
d) un - de lo

 (UNILASALLE) Las palabras que tienen el mismo género de sal son:
a) mensaje y desorden
b) puente y sangre
c) origen y centinela
d) costumbre y leche
e) color y cutis




  

ESPANHOL OU CASTELHANO? - ¿ESPAÑOL O CASTELLANO?

Muitas pessoas pensam que Espanhol e Castelhano são línguas totalmente diferentes, mas isto não é verdade. De acordo com o dicionário normativo da Real Academia Espanhola, trata-se de termos sinônimos. 
As denominações espanhol e castelhano surgiram em épocas diferentes. O termo castelhano é mais antigo. Ele remonta ao reino de Castela, na Idade Média, quando a Espanha ainda não existia. Quando o país começou a se consolidar, no século XIII, o reino de Castela se impôs aos outros territórios da região que hoje formam a Espanha. Por causa dessa liderança, o castelhano, um dialeto com forte influência do latim, acabou sendo adotado como língua oficial do novo país em 1492, com a unificação dos reinos que correspondem à Espanha atual. O termo espanhol procede do latim medieval Hispaniolus, denominação latina da Península Ibérica Hispania.
A denominação do idioma como espanhol, em detrimento da forma castelhano, costuma gerar uma situação conflituosa. Sabe-se que na Espanha existem outros idiomas, tais como: galego, basco e catalão. Assim, se você disser que fala espanhol, pode-se subentender que você também fala esses outros idiomas. De acordo com a Constituição espanhola de 1978, o castelhano é considerado língua oficial em toda a Espanha, mas nas regiões onde há um idioma próprio, este possui valor co-oficial. Assim, torna-se possível compreender porque em lugares como na Catalunha ou no País Basco, por exemplo, o idioma co-oficial é falado no dia-a-dia.
A razão pela qual alguns países optam por chamar o idioma de castelhano e outros de espanhol pode ser política: você dificilmente vai ouvir um argentino dizendo que fala espanhol, já que o nome remete ao período colonial. Por esse motivo, o termo castelhano é mais usado na América do Sul. Já a forma espanhol é comum no Caribe, no México e nas áreas de fronteira com outra grande língua, o inglês. Na Espanha, o uso dos termos depende da região: no norte, as pessoas referem-se à língua como castelhano. Na Andaluzia e nas ilhas Canárias, o idioma é chamado de espanhol.
Assim como os brasileiros não falam o português idêntico ao de Portugal, sabe-se que existem variações no modo de falar dos diferentes povos latino-americanos colonizados pela Espanha, mas nada que possa fazer-nos considerar qualquer dessas variantes como um idioma a parte.
Apesar de o espanhol ser um idioma falado em regiões relativamente distantes, a ortografia e as normas gramaticais asseguram a integridade da língua. As diversas Academias de Língua Espanhola são responsáveis por preservar esta unidade. A Espanha elaborou o primeiro método unitário de ensino do idioma, que é difundido por todo o mundo, através do Instituto Cervantes.

Hora de testar realmente nossos conhecimentos....

Marque as alternativas corretas e boa sorte!
1 - (UFSM) Para entender nossa crise cultural, é preciso analisar o passado e ver a situação atual no contexto da evolução humana. Os verbos em destaque classificam-se, respectivamente, como:
dificuldade: 3
transitivo direto - transitivo direto e indireto
transitivo direto - transitivo direto
transitivo direto e indireto - transitivo direto
intransitivo - transitivo direto e indireto
intransitivo - auxiliar
2 - (FURG) Na frase "Os moços percebem novas realidades que os velhos não conhecem", se substituíssemos a palavra "realidades" por "realidade", quantas outras precisariam OBRIGATORIAMENTE de ajuste na concordância?
dificuldade: 3
três
duas
quatro
uma
nenhuma
3 - (FACCLíbero-SP) "Foi ao cinema, comprou o ingresso, mas não conseguiu entrar". A última oração é coordenada sindética:
dificuldade: 1
aditiva
alternativa
adversativa
conclusiva
nenhuma das anteriores
4 - (PUC) A lacuna que pode ser preenchida pela expressão "ainda que" é a da alternativa:
dificuldade: 3
As notícias divulgadas pelos jornais contribuem para formar a opinião pública ______ sejam fidedignas.
O comentário de um fato da atualidade orienta o público ______ for objetivo.
A análise dos fatos conduz à formulação de opiniões ______ seja clara e compreensível.
A divulgação de alguns fatos é necessária ______ eles sejam chocantes.
A formulação de opiniões é fundamental na sociedade ______ ela for crítica.


Complemento Nominal

É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo. Assim, pode referir-se a substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre através de preposição.
Exemplos:
Cecília tem        orgulho                da filha.
                        substantivo          complemento nominal
Ricardo estava   consciente        de tudo.
                               adjetivo       complemento nominal
A professora agiu       favoravelmente      aos alunos.
                                             advérbio        complemento nominal
Saiba que:
  O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um nome. É regido pelas mesmas preposições do objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de complementar verbos, complementa nomes ( substantivos, adjetivos) e alguns advérbios em -mente.
4) Agente da Passiva
   É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se apresenta na voz passiva. Vem regido comumente da preposição "por" e eventualmente da preposição "de".
Por Exemplo:
  A vencedora           foi escolhida               pelos jurados.
      Sujeito                      Verbo                          Agente da
      Paciente                 Voz Passiva                     Passiva
Ao passar a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente da passiva recebe o nome de sujeito. Veja:
Os jurados             escolheram                a vencedora.
   Sujeito                      Verbo                        Objeto Direto
                                    Voz Ativa
Outros exemplos:
     Joana                é amada           de muitos.
Sujeito   Paciente                                   Agente da   Passiva

   Essa situação        já era conhecida         de todos.
Sujeito  Paciente                                     Agente da  Passiva
                                              
Observações:
a) O agente da passiva pode ser expresso por substantivos ou pronomes.
Por Exemplo:
O solo foi umedecido pela chuva. (substantivo)
Este livro foi escrito por mim. (pronome)
b) Embora o agente da passiva seja considerado um termo integrante, pode muitas vezes ser omitido.
Por Exemplo:
O público não foi bem recebido. (pelos anfitriões)

Adjunto Nominal

É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O adjunto adnominal possui função adjetiva na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir:
O poeta inovadorenvioudois longos trabalhosao seu amigo de infância.
SujeitoNúcleo do Predicado VerbalObjeto DiretoObjeto Indireto
Na oração acima, os substantivos poeta, trabalhos e amigo são núcleos, respectivamente, do sujeito determinado simples, do objeto direto e do objeto indireto. Ao redor de cada um desses substantivos agrupam-se os adjuntos adnominais:
o artigo" o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta;
o numeral dois e o adjetivo longos referem-se ao substantivo trabalhos;
o artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de infância são adjuntos adnominais de amigo.
Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem, sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa substituição.
Por Exemplo:
O notável poeta português deixou uma obra originalíssima.
Ao substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos:
Ele deixou uma obra originalíssima.
As palavras "o", notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se tratar de adjuntos adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo pronome a. Veja:
O notável poeta português deixou-a.
Saiba que:
A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático que tem como núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do objeto. O predicativo do objeto é um termo que se liga ao objeto por intermédio de um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do objeto por um pronome, o predicativo permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto, mas não faz parte dele. Observe:
Sua atitude deixou os amigos perplexos.
Nessa oração, perplexos é predicativo do objeto direto (seus amigos). Se substituíssemos esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos:
Sua atitude deixou-os perplexos.
Note que perplexos se refere ao objeto, mas não faz parte dele.

Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complemento nominal. Para evitar que isso ocorra, considere o seguinte:
a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já os complementos nominaissubstantivos, adjetivos e advérbios. Assim, fica claro que o termo ligado por preposição a um adjetivo ou a um advérbio só pode ser complemento nominal. Quando não houver preposição ligando os termos, será um adjunto adnominal. podem ligar-se a
b)  O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a substantivos cujos significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a ação. O adjunto adnominal tem sempre valor ativo. Observe os exemplos:
Exemplo 1 : Camila tem muito amor à mãe.
A expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal, pois mãe é paciente de amar, recebe a ação de amar.
Exemplo 2 : Vera é um amor de mãe.
A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar, pratica a ação de amar.

Crit;érios para publicação de artigos de opinião

O PUBLICO incentiva os seus leitores a submeter textos de opinião para publicação. Os textos de opinião constituem um enriquecimento do jornal e permitem esclarecer os nossos leitores sobre o leque de opiniões existente em relação a um determinado assunto. Ao dar a palavra a representantes de diferentes correntes de opinião permitimos um melhor esclarecimento dos nossos leitores sobre os argumentos usados para sustentar essas várias correntes de opinião e ajudamo-lo a desenvolver e solidificar a sua própria opinião.
A publicação de artigos de opinião visa incentivar a expressão livre da opinião dos cidadãos, o debate crítico da actualidade, a troca e confronto de ideias e a assunção pública de posições de uma forma civicamente responsável.
Principais razões da não publicação de artigos de opinião
- Textos demasiado longos
- Textos dedicados a temas demasiado especializados ou pouco relevantes
- Textos sem actualidade
- Textos pouco interessantes ou sem contribuições originais
- Textos contendo erros factuais
- Textos contendo acusações de ordem criminal a terceiros
- Textos mal estruturados, com má pontuação e erros ortográficos, cuja publicação obrigaria a uma reescrita total.
Critérios de edição e publicação dos artigos de opinião
Critérios de ordem geral
- Os artigos de opinião são um serviço prestado aos nossos leitores. Não aos autores desses artigos de opinião.
- A utilidade e interesse que esses artigos tenham para os nossos leitores são os principais critérios da avaliação que fazemos de um dado artigo.
- Pretende-se de um artigo de opinião que equacione um dado problema de forma a enriquecer a visão do leitor sobre esse problema.
- Pretende-se que os artigos de opinião espelhem a variedade dos pontos de vista existentes na sociedade portuguesa, mas o PÚBLICO não se sente de forma alguma obrigado a difundir todos os pontos de vista existentes sobre uma dada questão ou a cobrir de forma equitativa todos os grupos e interesses. O PÚBLICO exerce a sua selecção de acordo com os seus critérios de relevância, actualidade/oportunidade, interesse e qualidade.
- São admitidos textos de polémica, onde sejam interpeladas directamente figuras públicas, autores de outros textos de opinião ou o próprio PÚBLICO. Não deve porém ser usada a figura do artigo de opinião para exercer o Direito de Resposta, que possui um quadro claro de recurso. Em certos casos o PÚBLICO pode optar por apresentar lado a lado textos com pontos de vista diferentes ou opostos sobre a mesma questão, para facilitar o confronto desses pontos de vista.
- Não são publicados artigos de opinião onde sejam detectados erros factuais de substância. Este facto descredibiliza não só a matéria de facto referida no texto, mas também os pontos de vista aí enunciados.
- Ainda que seja legítimo e aceitável num artigo de opinião a defesa de interesses particulares, o PÚBLICO privilegia os textos onde sejam abordadas questões de interesse geral, que afectem a sociedade em geral ou sectores significativos dela.
- Não são publicados artigos que contenham acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira, incitações ao ódio ou à violência ou que preconizem violações dos direitos humanos. Em certos casos excepcionais pode ser decidido cortar a expressão problemática (nunca essencial para o pensamento) e publicar o artigo assim editado.
- Não são publicados textos de opinião já publicados noutros órgãos de comunicação social nacional ou destinados a publicação em simultâneo com outros órgãos de comunicação social.
- Os artigos apenas são publicados após uma aprovação da equipa editorial do PUBLICO. Essa avaliação e aprovação podem demorar mais ou menos tempo conforme a disponibilidade da equipa editorial.
- O PUBLICO reserva-se o direito de editar os artigos recebidos, respeitando escrupulosamente o seu conteúdo.
- O PUBLICO reserva-se o direito de escolher ou editar o título do artigo, assim como os destaques a fazer a aprtir do texto.
- Não são publicados artigos de opinião sem identificação do autor
- Não são publicados artigos com mais de 6.000 caracteres.
- Não é feita a devolução de quaisquer materiais enviados ao PÚBLICO.
Alguns conselhos quanto ao estilo e conteúdo
- Vá direito ao assunto. Comece pelo essencial.
- Não tente abordar demasiados tópicos num mesmo artigo. Escolha um único tópico. Desta maneira poderá ser mais claro/a e directo/a.
- Os artigos de opinião devem ser escritos numa linguagem directa e concisa. Prefira frases simples e curtas. Alguns dos artigos que nos são enviados são recusados por o seu sentido ser incompreensível ou ambíguo ou devido à sua complexidade.
- Use uma linguagem clara. Não faça alusões, nomeie as coisas claramente. Não faça insinuações, diga o que pensa. É preferível não usar um registo irónico, pois o seu artigo pode ser mal interpretado.
- Evite a inclusão de quadros e tabelas (use-os com parcimónia quando tal for inevitável e inclua apenas os dados relevantes)
- Não use demasiados números ou siglas nem expressões de gíria ou jargão profissional. Ainda que pretenda atingir um determinado grupo específico, lembre-se de que o seu artigo não será publicado se não for explícito para toda a gente.
Outras recomendações
- Não repita o envio do seu artigo (para o mesmo ou outro destinatário). Essa prática não permite acelerar o processo de publicação. Pelo contrário, torna mais lento o processo de leitura e avaliação pois obriga-nos a comparar versões para detectar eventuais alterações.
- Se houver uma data limite a partir da qual já não pretende que o seu artigo seja publicado, diga-o claramente na primeira página do artigo.
- Se quiser escrever sobre um tema de actualidade ou a pretexto de um tema de actualiade, seja rápido/a. É frequente recebermos textos cuja actualidade passou, que somos obrigados a recusar por esse facto e que teriam sido bem-vindos no momento de maior interesse público pelo assunto.

Complemento Nominal x Adjunto Adnominal

Complemento nominal e Adjunto adnominal

Como reconhecer se é complemento nominal ou adjunto adnominal?
Em primeiro lugar, deve-se conceituar cada função:

Adjunto Adnominal ( Adj Adn )

(características do Adj Adn)
- Está conectado a nomes ( substantivos – concretos e abstratos, em qualquer função sintática )
- Com ou sem preposição.
- Com a locução De + Nome
- Posposto ou anteposto ao nome.
- Ideia de atividade.
Pode ser representado: artigo, numeral, pronome adjetivo, adjetivo, loc. adjetiva ou oração subord. adjetiva.

Complemento Nominal ( CN )

- Está conectado a nomes ( substantivos ( principalmente os abstratos), adjetivos e advérbios).
- Com preposição.
- Com a locução De + Nome.
- Postposto ao nome.
- Ideia de passividade.

Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal

Com base no que foi exposto, até certo ponto é fácil diferenciar um Adj Adn de um CN. A dúvida geralmente ocorre quando esses termos são representados pela expressão DE + NOME ligada a um núcleo substantivo. Quando isso ocorre deve-se observar se núcleo é um substantivo concreto ou abstrato.

Nossos proximos estudos serão sobre o "Artigo de Opnião"

O artigo de opinião, como o próprio nome já diz, é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e de interesse de muitos.
É um texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado, portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes e admissíveis.
Logo, as ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e, por este motivo, o mesmo deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados, além de assinar o texto no final.
Contudo, em vestibulares, a assinatura é desnecessária, uma vez que pode identificar a autoria e desclassificar o candidato.
É muito comum artigos de opinião em jornais e revistas. Portanto, se você quiser aprofundar mais seus conhecimentos a respeito desse tipo de produção textual, é só procurá-lo nestes tipos de canais informativos. A leitura é breve e simples, pois são textos pequenos e a linguagem não é intelectualizada, uma vez que a intenção é atingir todo tipo de leitor.
Uma característica muito peculiar deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário, neste caso, o leitor, a adotar a opinião apresentada. Por este motivo, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas.
Como dito anteriormente, a linguagem é objetiva e aparecem repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável ao enfoque do autor.
Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.
Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que trata-se de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.

A Primeira Fase do Modernismo

A Semana de Arte Moderna (1922) é considerada o marco inicial do Modernismo brasileiro.

A Semana ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, com participação de artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. O evento contou com apresentação de conferências, leitura de poemas, dança e música. O Grupo dos Cinco, integrado pelas pintoras Tarsila do Amaral e Anita Malfatti e pelos escritores Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, liderou o movimento que contou com a participação de dezenas de intelectuais e artistas, como Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, entre muitos outros.

Os modernistas ridicularizavam o parnasianismo, movimento artístico em voga na época que cultivava uma poesia formal. Propunham uma renovação radical na linguagem e nos formatos, marcando a ruptura definitiva com a arte tradicional. Cansados da mesmice na arte brasileira e empolgados com inovações que conheceram em suas viagens à Europa, os artistas romperam as regras preestabelecidas na cultura.

Na Semana de Arte Moderna foram apresentados quadros, obras literárias e recitais inspirados em técnicas da vanguarda européia, como o dadaísmo, o futurismo, o expressionismo e o surrealismo, misturados a temas brasileiros.
Os participantes da Semana de 1922 causaram enorme polêmica na época. Sua influência sobre as artes atravessou todo o século XX e pode ser entendida até hoje.

A primeira fase do Modernismo

O movimento modernista no Brasil contou com duas fases: a primeira foi de 1922 a 1930 e a segunda de 1930 a 1945. a primeira fase caracterizou-se pelas tentativas de solidificação do movimento renovador e pela divulgação de obras e idéias modernistas.

Os escritores de maior destaque dessa fase defendiam estas propostas: reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; promoção de uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminação definitiva do nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros. Portanto, todas elas estão relacionadas com a visão nacionalista, porém crítica, da realidade brasileira.

Várias obras, grupos, movimentos, revistas e manifestos ganharam o cenário intelectual brasileiro, numa investigação profunda e por vezes radical de novos conteúdos e de novas formas de expressão.
Entre os fatos mais importantes, destacam-se a publicação da revista Klaxon, lançada para dar continuidade ao processo de divulgação das idéias modernistas, e o lançamento de quatro movimentos culturais: o Pau-Brasil, o Verde-Amarelismo, a Antropofagia e a Anta.

Esses movimentos representavam duas tendências ideológicas distintas, duas formas diferentes de expressar o nacionalismo.

O movimento Pau-Brasil defendia a criação de uma poesia primitivista, construída com base na revisão crítica de nosso passado histórico e cultural e na aceitação e valorização das riquezas e contrastes da realidade e da cultura brasileiras.

A Antropofagia, a exemplo dos rituais antropofágicos dos índios brasileiros, nos quais eles devoram seus inimigos para lhes extrair força, Oswald propõe a devoração simbólica da cultura do colonizador europeu, sem com isso perder nossa identidade cultural.

Em oposição a essas tendências, os movimentos Verde-Amarelismo e Anta, defendiam um nacionalismo ufanista, com evidente inclinação para o nazifascismo.
Dentre os muitos escritores que fizeram parte da primeira geração do Modernismo destacamos Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Alcântara Machado, Menotti del Picchia, Raul Bopp, Ronald de Carvalho e Guilherme de Almeida.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola